terça-feira, 28 de agosto de 2012

90% das categorias em greve aceitam proposta do governo federal


Vannildo Mendes
O  Estado de S. Paulo     -     28/08/2012





De 35 categorias do serviço público, 30 assinaram acordo ou sinalizaram que vão aceitar a proposta de 15,8% de reajuste salarial, fatiado em três parcelas de 5% ao ano de 2013 a 2015


BRASÍLIA - De um total de 35 categorias do serviço público em greve, 30 assinaram acordo ou sinalizaram que vão aceitar a proposta do governo de 15,8% de reajuste salarial, fatiado em três parcelas de 5% ao ano de 2013 a 2015, segundo balanço parcial divulgado nesta terça pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça. Isso representa 90% do universo de servidores que sentaram à mesa de negociação. "É um dado superimportante, a imensa maioria sinalizou que virá assinar o acordo", comemorou o secretário.


O Ministério montou um plantão para receber as adesões até a madrugada desta quarta-feira. Se não houver possibilidade de assinar com todos fisicamente, ele previu que alguns acordos poderão ser firmados ao longo do dia. Nesta terça terminou o prazo para que as categorias em greve aderissem à proposta do governo. No próximo dia 31, a presidente Dilma Rousseff manda ao Congresso a proposta de Orçamento. As categorias que não assinaram a adesão ficarão sem reajuste em 2013. "Quem decidiu não assinar, nós só voltamos a discutir no ano que vem e o impacto ficará para 2014", avisou Mendonça.


Entre os rebelados estão os agentes e servidores administrativos da Polícia Federal, os auditores e analistas da Receita e os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) convocou assembleia para o próximo dia 30, em Brasília, com os sindicatos em todos os estados para definir o novo calendário de greves e protestos até o final do ano em defesa do plano de carreira. O governo discute um plano de contingência para evitar transtornos à população e pode acionar Forças Armadas, polícias estaduais e a Força Nacional de Segurança Pública.


A folha salarial dos servidores da União totaliza cerca de R$ 150 bilhões hoje. O impacto dos reajuste chegaria a mais de R$ 20 bilhões em três anos, se todos assinassem o acordo. "São folhas muito diferentes e eu prefiro fazer a conta amanhã, quando todas os acordos estiverem fechados", explicou Mendonça. Só com o carreirão, o impacto será de R$ 3,9 bilhões. Com o grupo educação, a conta ficou em R$ 7,1 bilhões.


O secretário informou que a reversão do corte dos dias parados é uma negociação posterior que depende do retorno dos grevistas ao trabalho. "Primeiro, é o término da greve. 


Sem sair da greve não tem discussão", avisou. A seguir será discutido o plano de reposição das horas paradas, inicialmente dentro de cada órgão. Ele disse que o processo, por envolver o interesse público, será feito com transparência, mediante divulgação no site de cada órgão, e com acompanhamento da Controladoria Geral da União (CGU).


Share This

Pellentesque vitae lectus in mauris sollicitudin ornare sit amet eget ligula. Donec pharetra, arcu eu consectetur semper, est nulla sodales risus, vel efficitur orci justo quis tellus. Phasellus sit amet est pharetra